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Aqui você pode acompanhar meu percurso profissional e minha perspectiva de trabalho com a Psicologia corporal e o Tantra

Clínica da composição

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Clínica da composição

Bruno Cuiabano

De acordo com Gilles Deleuze e Félix Guattari a lógica da verticalidade remete a filiação e a dureza, a produção do mesmo, já a lógica da horizontalidade remete a aliança, aos fluxos não hierarquizados e a produção da diferença.

Félix Guattari em 1964 propõe o termo transversalidade que acaba por ser um movimento de fluxos e vetores comunicacionais que produzem atravessamentos constantes do vertical e do horizontal.  Esse processo de transversalidade se dá nos fluxos de subjetivação que perpassam as relações institucionais e que abrem campos de análise e intervenção na arte, na clínica e na política.

Dessa forma, é possível problematizar os limites e possibilidades entre saberes dentro de um setting clínico. Ele define esse termo a partir da quantidade de comunicação em uma instituição. O objetivo para ele é chegar ao máximo de conectividade, ou máximo de comunicação entre vários planos Rompendo com a racionalidade e as lógicas representativas.  Formando uma lógica rizomática.

Rizoma é um conceito Deleuziano que nos coloca em contato com a proliferação e coexistência de lógicas e realidades. Coloca-nos em contato com a multiplicidade sem ordem hierárquica, espacial ou cronológica. A ideia de raiz ou árvore é oposta a ideia de rizoma ou pelo menos se torna mais um dos platôs existentes que interagem com essa lógica.

“Qualquer ponto de um rizoma pode ser conectado a qualquer outro e deve sê-lo. É muito diferente da árvore ou da raiz que fixam um ponto, uma ordem”. (DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil Platôs, v.1. op.cit., 2004, p.14)

"É impossível exterminar as formigas, porque elas formam um rizoma animal do qual a maior parte pode ser destruída sem que ele deixe de se reconstruir. Todo rizoma compreende linhas de segmentaridade segundo as quais ele é estratificado, territorializado, organizado, significado, atribuído, etc; mas compreende também linhas de desterritorialização pelas quais ele foge sem parar.” (DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil Platôs, v.1. op.cit., 2004, p.17).

Aliando esses recursos e ferramentas vamos delineando uma clínica da composição e da improvisação através da desconstrução da concepção cotidiana do corpo. Esta desconstrução passa pelo desequilíbrio e descontrole de sentidos e sensações que percorrem a lógica das cores, tonalidades, formas, durações.

Procuramos produzir assim novas formações subjetivas que se traduzem em novos agenciamentos. Linhas e fluxos ininterruptos e intensivos que se colocam abertos a infindáveis reinvenções, reativando a vida em sua potência criadora. Tudo se transforma em matéria-prima de um processo de criação, a própria existência.