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O que é o devir em Bergson e Deleuze

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O que é o devir em Bergson e Deleuze

Bruno Cuiabano

O devir é um conceito que exemplifica e dinamiza a realidade em sua constante transformação. Um devir não se estanca, ele sempre flui sempre sendo original e novo, nunca se fixa e se endurece. O devir pode e deve ser qualificado como algo que continuamente se forma e se deforma concomitantemente. Estabilidade sempre passageira e provisória, comportando sempre processos de desterritorialização que em outro momento podem se reterritorializar novamente em alguma representação, mas não igual a anterior.

Por ocorrer através de presentificações, atualizações de múltiplas subjetivações, mutações, os devires não formam uma identidade. na verdade eles dissolvem os processos de personificação e de representação de algo. Sempre levam a um evento de estranheza e de potencia criadora. Podemos dizer que são processos de individuação impessoal, ou modos de subjetivação produzidos num momento único.

O devir animal ou anômalo não passa por representar um animal ou uma irregularidade, não se trata de imitar, de trazer a tona imagens padronizadas e gestos estereotipados . A realidade do devir transmuta o corpo das coisas. São corpos que se movem em intensa relação com o seu fora, com a animalidade e o anômalo ¹, na coexistências de “durações” muito diferentes, todas comunicantes.    

“um devir não é uma correspondência de relações. Mas tampouco é ele uma semelhança, uma imitação e, em última instância, uma identificação” (DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil Platôs, v.2. op.cit., 2004, p.18).

[1] Característica do que é desigual ou de irregularidade de um corpo, um produto, uma matéria. Conforme Deleuze e Guattari, a palavra “anômalo” tinha uma origem muito diferente de ‘anormal. Qualifica aquilo que não tem ou contradiz a regra, a “a-nomalia”, substantivo grego que perdeu o seu adjetivo, designa o que é desigual, rugoso, áspero. Enquanto o anormal só poderia se definir em função de características específicas ou genéricas.